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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Minha auto-destruição é a minha única luta, porque eu não jogo pra perder.
Nunca fui o que eu quis e
Nunca quis o que fui... Na verdade nunca!
Nunca soube nada daquilo que me cerca ou dos livros de poesia, e das histórias romantizadas que li, nada absolutamente nada!

Nunca fui invadida por uma felicidade duradoura e já nem sei o que realmente eu quero ou se de fato, aquilo que é eterno existe!
A certeza que tenho é que o pra sempre, ele sempre acaba e isso é um itinerário do tempo que já não posso lutar, é ir contra maré.

Pensei em tanta coisa, escrevi outras e no fim eu fiquei muda!
Revi detalhes, costurei aquilo que restou dos trapos meus, dos retalhos de amor.... São tantos detalhes que não deram certo e outros tantos que nem chegaram a existir e o que importa é tentar...
Tentar o quê?

Ah! tá...
Tentar seguir, ser feliz. Mas aqui estou, com meu corpo em pedaços, meu coração ferido e despedaçado por lâminas de navalhas, e nessa ausência de tudo eu só preciso de luz, de planos, de paz e já não sei como obtê-las.
E enquanto meu corpo padece, sem vida, sem luz. E a única coisa que sinto é uma agonia que me aterroriza diariamente, fotos tuas, lembranças, fantasmas a me perseguirem, sem dó e sem piedade.
E por enquanto, apesar da minh 'alma gritar, a morte insiste em me ignorar...

E eu vivo, revivo e morro todo dia!
Porque a única coisa que há anos eu faço: é preencher a minha vida com o vazio das músicas que ouço e das lembranças que insistem em me torturar.

Camila Moraes.

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